quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Milho GM abre espaço para novos agrotóxicos
Plantas geneticamente modificadas controlam parte dos insetos, mas, sem uso de veneno, outras pragas podem se reproduzir com mais frequência
Por Cassiano Ribeiro (O repórter viajou a convite da FMC)
O ganho de terreno do milho transgênico está sendo um filão de mercado para as indústrias agroquímicas que atuam no Brasil. Diante da tendência praticamente irreversível da utilização de sementes geneticamente modificadas (GM) nas lavouras, as empresas aproveitam o momento para lançar produtos e serviços, com aplicação direcionada especificamente a essas variedades.
A projeção da Expedição Safra Gazeta do Povo é que a área com milho transgênico no Brasil tenha saltado de 76% no ano passado para 90% nesta safra de verão. As apostas dos produtores estão sustentadas na promessa de maiores rendimentos do cereal GM.
A escolha por transgênicos deixa, por outro lado, a lavoura mais suscetível a pragas e doenças não controladas pela tecnologia inserida na semente, alerta o agrônomo e assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti. "É muito difícil uma variedade transgênica oferecer altos rendimentos e ao mesmo tempo garantir sanidade", afirma.
O quadro representa uma contradição, uma vez que boa parte dos milhos transgênicos produz proteína que elimina insetos e, assim, prometiam dispensar controle químico. A questão é que essa proteína não elimina todas as pragas. Algumas delas acabam inclusive ganhando força.
É de olho nesse quadro que a norte-americana FMC comercializa, a partir deste mês, um inseticida voltado ao tratamento de sementes de milho transgênico. Com a meta de abocanhar 8% do mercado de tratamento de sementes com inseticidas em oito anos, a empresa aposta agora no Rocks, um inseticida que promete dupla ação no controle das principais pragas que afetam as lavouras em sua fase inicial de desenvolvimento: contra mastigadores e sugadores.
Uma barreira química oferecida pelo produto impede que os mastigadores (como as lagartas) entrem em contato com as plantas. Os sugadores (como o percevejo) são exterminados ao entrarem em contato com o agrotóxico. "O Rocks tem ação sistêmica e de contato", resume Gustavo Canato, gerente de produto da FMC.
Ele lembra ainda que os efeitos do produto têm duração de quatro semanas, período em que há maior infestação de pragas, e a aplicação deve ser feita na semente, antes do plantio. Segundo Canato, o controle das principais pragas que atacam as lavouras de soja e milho na etapa inicial de desenvolvimento pode garantir até 45% do potencial produtivo para a oleaginosa e 38% para o cereal.
Fonte: Gazeta do Povo, 06/12/2011.
p.s.: Como é sabido desde sempre, trata-se de uma tecnologia criada pela indústria de agrotóxicos para favorecer a própria indústria de agrotóxicos. A marquetagem-científica é que se esforça para desviar o foco.
Fórum da Agricultura Familiar discute a inclusão da mulher
As professoras Anete Brum e Aline Cunha ambas da UFRGS, trouxeram dados e contribuições do histórico de lutas das mulheres junto a sociedade.
A reunião foi organizada apartir da mobilização da Setorial de mulheres do Território Zona Sul do RS, que comemorou o seu primeiro ano de atuação.
Anvisa atualiza dados sobre contaminaçãode alimentos por agrotóxicos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA, lançou esta semana os dados do PARA referentes ao ano de 2010. PARA é o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, que através de um processo de amostragem realizado em quase todos os estados, há dez anos monitora a presença de agrotóxicos nos alimentos frescos mais consumidos pelos brasileiros.
A notícia motivou o Jornal Nacional aproduzir uma série de três reportagens sobreo problema do uso abusivo de agrotóxicosem nosso país. Talvez pela primeira vez numveículo de comunicação deste alcancetenhamos visto a especialista entrevistadaafirmar que "nem mesmo uma boa limpeza écapaz de remover todo o resíduo deagrotóxicos dos alimentos" e a matériaconcluir que, portanto, "a solução está nocampo: reduzir ou até eliminar o veneno nahora de plantar". Mais louvável ainda, foi areportagem seguir para o campo mostrandoexperiências consolidadas de produçãoagroecológica de alimentos e dar voz aprodutores e especialistas afirmando que, defato, não há limitações técnicas para aconversão do modelo vigente da agriculturapara bases mais ecológicas.
Como sabemos e tentamos demonstrar há algumas décadas: esta questão é de fundo político-econômico; com políticas e programas adequados, a agroecologia tem sim o potencial de abastecer a população com alimentos saudáveis e a preços justos.
Outra informação que chama muito aatenção nos dados do PARA 2010 é umgráfico mostrando que em 37% das amostrasanalisadas não foi encontrado NENHUMresíduo de agrotóxicos. Esta informação,surpreendente, no fundo condiz com osdados do último Censo Agropecuário doIBGE, que mostrou que em 72% daspropriedades agrícolas familiares não foiutilizado nenhum tipo de agrotóxico em 2006.São dados que só reforçam nossa tese deque, com políticas e programas adequados –que dependem fundamentalmente de ogoverno entender esta questão comoestratégica e prioritária – podemos converternossa base produtiva para sistemas deprodução muito mais limpos, que conservemos recursos naturais, promovam a boa asaúde dos agricultores e consumidores eainda melhorem as condições de vida dostrabalhadores rurais.
Informações detalhadas sobre os dados doPARA 2010, mostrando que 92% dasamostras de pimentão analisadas, 63 % domorango, 57% do pepino, e assim por diante,estão fora dos padrões permitidos pelalegislação, estão disponíveis na páginaeletrônica da Anvisa. Informações maisdetalhadas ainda podem ser consultadas norelatório completo do PARA.
Fonte: Boletim da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Cooperativa Sul Ecológica 1 década de sucesso
A UNAIC esteve presente no evento e parabeniza a Coop. Sul Ecológica pela sua brilhante trajetória construída nesta década.
UNAIC Participa do Ciclo de Palestras AGT/UFPel
Ciclo de Palestras AGT/UFPel
Lideranças científicas e políticas de Inovação da UFPel
Com o objetivo de estimular os debates institucionais sobre políticas de inovação da UFPel, a Agência de Gestão Tecnológica AGT-UFPel e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação pomoverão no dia 05 de dezembro (13:30 – 17:45 horas), no auditório da Faculdade de Direito – UFPel, o 3º Evento do Ciclo de Palestras que desta vez terá como temática;
O Papel das Lideranças científicas na consolidação das políticas de Inovação da UFPel
O evento é destinado a Líderes do Grupo de Pesquisa CNPq da UFPel, Coordenadores de Grupo de Pesquisa, Coordenadores de Programa de Pós-Graduação, Pró-Reitores e demais lideranças institucionais.
Clique aqui para se inscrever.
PROGRAMA DO EVENTO
13:00‐ 13:30 Credenciamento
13:30 Abertura
13:30 – 13:35 Abertura – Prof. Dr. Antônio César Gonçalves Borges (Reitor da UFPel)
13:35 ‐13:45 – O papel dos Líderes dos grupos de pesquisa na construção da política institucional de P,D&I na UFPEL – Prof. Dr. Manoel de Souza Maia (Pró‐Reitor de Pesquisa e Pós‐Graduação ‐ UFPel)
13:45 – 13:50 – Objetivos da Atividade – Prof. Dr. Evandro Piva (Diretor Executivo da AGT – UFPel)
13:50 ‐14:00 – Caracterização dos Grupos de Pesquisa da UFPEL – Orlando de Lucca Filho (Diretor de Pesquisa – PRPPG/UFPel)
14:00 PAINEL 1 – Os desafios da Universidade Inovadora
Moderador: Prof.Dr. Evandro Piva (Diretor Executivo da AGT/UFPel)
14:00 – 14:30 – Política da FAPERGS para projetos de inovação (Rodrigo Costa Mattos, Diretor Presidente da FAPERGS)
14:30 – 15:00 ‐ Universidade na era da inovação – Prof. Renato Oliveira UFRGS
15:00 – 15:15 ‐ A formação empreendedora e efeitos no desenvolvimento – Prof. Mario Canever (AGT – UFPel)
15:15 – 15:35 – DEBATE
15:35 – 16:00 Coffe break
16:00 PAINEL 2 – As demandas regionais como oportunidade de interações acadêmicas.
Moderador: Prof.Dr. Mário Canever (Coordenador de Transferência Tecnológica e Empreendedorismo, AGT/UFPel)
16:00 – 16:20 – As demandas e oportunidades regionais ( Eduardo Macluf – Secretario de Desenvolvimento e Turismo, Prefeitura Municipal de Pelotas ‐ RS)
16:20 – 16:40 – A formação acadêmica atual contempla as demandas empresariais? ( Empresa FREEDOM)
16:40 – 17:00 – Da teoria acadêmia à prática empreendedora: a visão de um jovem empreendedor (Marcelo Lagemann, Empresário e egresso da UFPel)
17:00 – 17:20 – Inovação e desenvolvimento sustentável na perspectiva da economia solidária (Demaicon Peter, Presidente da UNAIC ‐ União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu).
17:20 – 17:40 – DEBATE
17:40 ‐ Encerramento
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Governo Federal aprova renegociação de dívidas da agricultura familiar
A nova linha de crédito vale para agricultores inadimplentes em operações de custeio e investimento - mesmo aquelas já classificadas pelos agentes financeiros como “prejuízo”. O limite de crédito por agricultor é de R$ 30 mil, com prazo para pagamento de até 10 anos e taxa de juros de 2% ao ano. Ao contratar a operação, os agricultores deverão pagar, no mínimo, 3% do valor total da dívida. Agricultores adimplentes também podem acessar a linha de crédito caso queiram renegociar suas dívidas com prazos mais longos e prestações com valores mais baixos.
Os agricultores familiares inadimplentes que queiram renegociar a dívida têm prazo até o dia 28 de fevereiro de 2013 para solicitar ao agente financeiro a contratação do crédito. Para os adimplentes, o prazo é até o dia 29 de fevereiro de 2012. Para acessar a nova linha, o agricultor ou agricultora precisa apresentar Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) dentro do prazo de validade. A normatização da linha de crédito especial estava em negociação entre o MDA e os movimentos sociais, que representam os agricultores familiares.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, afirmou que a negociação foi um processo respeitoso e participativo, atendendo a uma demanda legítima dos movimentos representativos da agricultura familiar e dos assentados da reforma agrária. "A resolução aprovada pelo CMN expressa a sensibilidade do governo da presidenta Dilma em viabilizar a recuperação creditícia dos agricultores e agricultoras familiares, que são resposáveis pela produção de 70% dos alimentos que vão pra as mesas dos brasileiros e brasileiras".
A criação da linha de crédito de investimento pelo Governo Federal cria, segundo o secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller, uma oportunidade para que os agricultores possam renegociar suas dívidas, com igualdade para todos. “É uma decisão inédita na história dos 15 anos de existência do Pronaf. A linha vai beneficiar um conjunto de famílias, tanto inadimplentes, como as adimplentes com dificuldade de pagamento. É uma nova chance para os agricultores familiares voltarem a acessar o crédito, melhorar a produção e gerar renda”, explicou o secretário.
Operações atendidas na linha de crédito
Serão beneficiados com a medida um conjunto de agricultores familiares enquadrados no Pronaf e Proger Rural que não conseguiram pagar as operações de financiamento dos Programas, principalmente entre 1999 e 2007, nas operações dos Grupos “C”, “D” e “E” e no Proger Rural Familiar. Nesse período, ainda não havia políticas de proteção contra perdas por fenômenos climáticos ou variação negativa dos preços, como o Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) e o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF).
Os agricultores poderão fazer o pagamento de dívidas das seguintes operações de crédito rural: operações de custeio do Pronaf contratadas até 30 de junho de 2010; contratações de investimento do Pronaf que na data de publicação da resolução encontram-se em situação de adimplência, se contratadas até 30 de junho de 2008, ou inadimplência, se contratadas até 30 de junho de 2010; e, contratações de custeio ou investimento do Proger Rural Familiar contratadas até 26 de junho de 2003 a 28 de junho de 2004.
Fonte:MDA
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Impressões 5ª Feira de Sementes
terça-feira, 4 de outubro de 2011
5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas se encerra com sucesso Absoluto


sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Confirmada 5ª Feira de Sementes Crioulas
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
PROGRAMAÇÃO 5ª FEIRA DE ESTADUAL DE SEMENTES CRIOULAS E TECNOLOGIAS POPULARES E IX FESTICAL

Sábado - 01/10:
08 hs – Feira de Sementes – Chegada Expositores
08 hs – IX FESTICAL -Palco do Ginásio - Escolha Casal Fritz e Frida – Chamada para o Artesanato.
08:15 hs – IX FESTICAL -Palco Central – Poesia Masculina
08:30 hs- IX FESTICAL – Palco Ginásio - Canto Individual Feminino
09:00 hs – Feira de Sementes – Palco Central- Mística de Abertura - Escola Estadual Oziel Alves
09:30hs – Feira de Sementes – Palco Central – Abertura Oficial
09:30 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Canto Individual Masculino
10:20 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Canto Coletivo
10:30 hs – Feira de Sementes – Abertura das Bancas de Exposição
11:30 hs – IX FESTICAL – Palco Central – Causo Feminino
12 hs – IX FESTICAL - Palco Ginásio - Instrumental – Sopro
12hs – Feira de Sementes- Almço – Praça de Alimentação
12:30hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Instrumental – Cordas
12:50hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Instrumental – Teclas
13 :00 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Solenidade de Abertura
Apresentação E. M.E.F. Carlos Soares da Silva
14:00 hs - Feira de Sementes – Lona de Oficinas - Reunião do Fórum da Agricultura Familiar da Região Sul do RS.
14 hs – IX FESTICAL – Palco Central – Causo Masculino
14:30 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Bandinhas
14:50 hs - IX FESTICAL – Palco Ginásio – Grupos de Dança
15:00 hs – IX FESTICAL – Palco Central – Danças de Salão
16:00 hs – Feira de Sementes – Lona de Oficinas – Reunião da Comissão Pro Orgânicos do Rio Grande do Sul – CPORG/RS
19:30 hs – IX FESTICAL – Palco Central - Participação Especial dos Pais
20:30 hs - IX FESTICAL – Palco Central – Entrega das Premiações e Encerramento do IX FESTICAL.
Domingo – 02/10 :
09:30 hs – Entrega da Doação de Sementes de Milho Crioulo à Comunidades Quilombolas e Indígenas.
12:00 hs - Almoço – Praça de Alimentação
13:00 hs – Apresentações Culturais;
Invernadas,
Artistas da Terra: gaiteiros e violeiros
Shows de Palhaços,
Circo de Bonecos,
Shows de Mágica
Show dos Alunos do CERENEPE/Pelotas
17:30 hs – Palco Central - Celebração de Encerramento
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Relação de Experiências Inscritas, e confirmadas para a 5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas
Grupo das Mães da 1º Dama
Programa Alimentar e Cooperativa Sul Leite
Maria Lizeti Munslaff
Rede orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia – UFRGS
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Roteiro de Ônibus para a 5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas
Roteiro de Ônibus de Sábado 01/10:
01. Ônibus saindo da Escola Oziel Alves no Assentamento Renascer, as 06:30hs passando pelo assentamento direto a feira.
01. Ônibus saindo as 07hs da Associação do Remanso, passando pelo Assentamento Herdeiros da Luta , Alto Alegre e Lacerda.
01. Ônibus saindo as 07 hs da Trapeira , passando pelo Passo do Lourenço, indo até o Dogali no Passo do Rosa , retornando pela Estrada do Ibra.
01. Ônibus saindo do Assentamento São Pedro (mesmo Ônibus da Linha)
01. Ônibus saindo do Assentamento Mãe Terra, Sem Fronteiras , Novo Amanhecer, Bom Jesus (mesmo Ônibus da Linha)
01. Ônibus de Pelotas Saindo do CAPA,as 07 hs, passando pelo Monte Bonito, Quilombo Algodão , Salão Grafitte, Triunfo, Favila e Canguçu Velho.
01. Ônibus saindo as 07hs do município de Herval, do Assentamento, passando pela Santa Izabel.
01. Ônibus de Pelotas saindo as 07 hs da Casa dos Estudantes da UFPEL, passando pela UCPEL, BR 392.
01 . Ônibus de Piratini, saindo da Fortaleza as 07 horas, Rubira, Ferraria, Assentamento 08 de Maio, Passo da Canoa.
01. Ônibus do STR de Amaral Ferrador saindo as 07 horas.
Roteiro de Ônibus de Domingo 02/10:
01. Ônibus saindo às 07 horas da Escola Oziel Alves, Assentamento Renascer, passando pela Escola Francisco Meireles, Santo Antonio, Cerro do Quilombo e Boa Vista.
01. Ônibus do Assentamento 12 de Julho na Cordilheira às 07 horas, passando pela Estância da Figueira e Iguatemi.
01. Ônibus Assentamento União (mesmo Ônibus da Linha),
01. Assentamento São Pedro (mesmo Ônibus da Linha)
01. Assentamento Mãe Terra, Sem Fronteiras, Novo Amanhecer, Bom Jesus (mesmo Ônibus da Linha)
01. Ônibus saindo às 07 horas do Assentamento Segredo Farroupilha em Encruzilhada do Sul passando na Associação do Marmeleiro via BR 471.
01. Ônibus de Cerrito saindo às 07 horas da Escola Jaime de Farias na Vila Freire, passando no Catimbau e Santo Andre.
01. Ônibus de Pelotas saindo as 07 hs da Casa dos Estudantes da UFPEL, passando pela UCPEL, BR 392.
01. Ônibus saindo às 07 horas do Potreiro Grande
01 Ônibus saindo as 07horas de São Lourenço do Sul, da Sede do SINTRAF na Praça Central, via Boa Vista – RS -265
01. UFRGS – Porto Alegre
01. Ônibus às 07 horas da manha de Piratini saindo da Fortaleza, Piratini, Rubira, Ferraria, 08 de maio, Passo da Canoa.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Liberação do Feijão Transgênico, nova farsa.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Programação I X FESTCAL

O IX FESTCAL, terá a seguinte programação:
Palco 1 (Ginásio)
8h – Escolha do Casal Fritz e Frida
- Chamada para o Artesanato
8h 30min – Canto Individual Feminino
9h 30min – Canto Individual Masculino
10h 20min – Canto Coletivo
12h – Instrumental – Sopro
12h 30min – Instrumental – Cordas
12h 50min – Instrumental – Teclas
13hrs – Solenidade de Abertura
- Apresentação da E.M.E.F. Carlos Soares da Silveira
14h 30min – Bandinhas
14h 50min – Grupos de Danças
19h 30min – Participação Especial dos Pais
20h 30min – Entrega das Premiações e Encerramento do IX FESTCAL
Palco 2 (Feira de Sementes)
8h 15min – Poesia Masculina
10h 30min – Poesia Feminina
11h 30min – Causo Feminino
14h – Causo Masculino
15h – Danças de Salão
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Reunião da Comissão Organizadora
Inscrições de Expositores encerram dia 25/09
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Informações sobre Alojamentos 5ª Feira de Sementes Crioulas

Interessados deverão solicitar o alojamento pelo e-mail: unaicfeira@gmail.com , informando o número de pessoas que necessitarão de alojamento, e o nome da pessoa responsável.
Lembramos que será necessario que os participantes tragam colchões, colchonetes, e roupa de cama.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Agrotóxico: o veneno produtor de doenças no Brasil
Roberta Traspadini
A campanha contra o agrotóxico e pela vida protagonizada pela Via Campesina e demais movimentos sociais articulados da cidade traz, para a sociedade brasileira, dois debates históricos centrais:
1) a produção e o consumo de venenos no Brasil;
2) o modelo de desenvolvimento econômico-social-político (inter)nacional e seu caráter estrutural de disseminação de doenças para a sociedade em geral, mas especialmente para a classe trabalhadora.
Dados do IBGE relatam que a agricultura familiar e camponesa no Brasil soma quase 85% das propriedades agrícolas do país, ocupando, contraditoriamente, apenas 24% do espaço.
Em suas terras trabalham aproximadamente 12,5 milhões de pessoas o que corresponde a 74,5% do total dos trabalhadores do campo. Destas propriedades saem quase 70% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras diariamente.
Mas, de forma cada vez mais intensa, a produção familiar-camponesa está subordinada e condicionada à lógica imperante do modelo agrário imperialista no território. Por um lado, esta produção se divide entre a matriz da agroindústria e a subordinação à matriz tecnológica da revolução verde, consumidora de insumos industriais.
Por outro lado, o agronegócio – aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital financeiro e as empresas transnacionais - dita as regras no campo brasileiro, cujo objetivo é a produção de commodities para a exportação.
Com a venda de 1 bilhão de litros de veneno na última safra, as empresas estrangeiras se apropriam de cerca de 80% do lucro gerado pela produção de veneno, com destaque para a concentração do poder econômico da Syngenta, Bayer, Basf, Dupont, Monsanto, Shell Química.
A característica marcante do capital imperialista no século XXI é sua capacidade de metamorfosear-se para ganhar, de forma extraordinária, em cada uma das áreas em que atua e com isto tentar, de maneira permanente, conter as crises que são inerentes ao seu modo de operar. Capital comercial, capital bancário, capital industrial, são algumas dessas faces do mesmo capital.
Além de vender veneno para o campo para a produção de alimentos para o povo brasileiro, o capital produtivo do veneno associa-se, como capital bancário, às regras legais do Estado que, em sua forma de financiar a agricultura familiar-camponesa, atrela o crédito a uma série de condicionantes centradas na compra destes bens.
O dinheiro emprestado na forma de crédito torna-se irmão siamês do capital por dois motivos: 1) o agronegócio não consegue produzir sem a injeção de R$ 107 bilhões por ano, para tirar R$ 150 bilhões da venda de mercadorias. 2) o principal objeto desta aliança de capitais é o de transformar tudo em mercadoria para obtenção de lucro, na forma de insumos industriais produzidos pelas empresas transnacionais, como o exemplo do veneno.
Isto não é diferente do que acontece com o capital industrial, que transforma praticamente todos os elementos da vida em valores de troca. Assim, saúde, terra, educação, trabalho, vão ganhando um destaque na compra e venda do comércio ditado pelo grande capital. E a propaganda de "naturalização" do modelo ganha corpo e evidência, ainda em meio às mais perversas situações vividas no cotidiano pelo povo brasileiro.
O aumento progressivo de doenças como o câncer em todas as faixas etárias, traz à luz um debate central manifesto na campanha contra o agrotóxico e pela vida que devem ser consideradas, tanto no debate quanto na (re)ação necessária à luta contra a vida envenenada.
Segundo A União Internacional Contra o Câncer, mais de 160 mil crianças no mundo são diagnosticadas com a doença a cada ano. 80% destas crianças vivem em países em desenvolvimento. Enquanto 3 entre 4 crianças têm chances de sobreviver após 5 anos de tratamento, estima-se que nos países em desenvolvimento, mais da metade das crianças têm probabilidade de morrer. Somente nos EUA a incidência anual é de 7 mil novos casos por ano.
No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INC), define esta doença como uma das primeiras causas de morte entre crianças e jovens de 0 a 19 anos, só perdendo para violências e crimes.
A estimativa do INC do total de pessoas com câncer no País foi de 490 mil casos. 237 mil homens, 253 mil mulheres afetados com a doença.
Deste grupo, existem de 12 a 13 mil crianças acometidas com câncer, fora os que têm a doença, mas não são diagnosticados e morrem.
Outro destaque importante do estudo é a diferença entre as regiões, a partir do grupo de idade e sua média em relação à nacional.
Observemos didaticamente:
Grupos de Idade | Media brasileira de óbitos (para cada 1 milhão) | Regiões acima da média brasileira na mortalidade |
0 a 1 ano | 39 mortes | CO (+55); NE (+40) |
1 a 4 anos | 45 mortes | S(+50);CO(+48); SE(+46) |
5 a 9 anos | 36 mortes | CO(+45);S(+40); SE(+39) |
10 a 14 anos | 33 mortes | CO e S(+39); SE(+37) |
15 a 18 anos | 45 mortes | S(+53);CO(+47); SE(+46) |
Em 1946, Josué de Castro, um médico comprometido com a vida e contrário ao veneno já defendia que a fome enquanto fenômeno social e histórico era um tabu rentável no Brasil e no mundo. Quase um século depois, vemos a complexidade do problema, pois, não só não dormem os que comem bem, com medo dos que não comem.
Parte expressiva dos que comem – mal -, não dorme porque suas enfermidades físicas, fruto do histórico processo de desenvolvimento econômico envenenado no campo e na cidade, trazem dores e consequências múltiplas para eles e para os que cuidam deles.
Enquanto isto, o Estado entrega ao capital a responsabilidade de cuidar da saúde de seu povo. É isto o que representa os 3,91% do orçamento destinado à saúde em 2010. Uma associação – via parceria público-privada - entre o Estado e o grande capital para tentar curar de forma mercantil, aquilo que ele foi sócio na produção (uso de veneno).
A campanha contra os agrotóxicos é um processo permanente de vinculação entre o campo e a cidade. Seu ponto de partida é o de relatar como se produz alimento que comemos enquanto trabalhadores brasileiros. Mas vai além e ganha, no processo pela vida e contra o veneno, a dimensão real de superação do que temos, a partir da construção do projeto popular para o Brasil que queremos.