quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
VI Semana do Alimento Orgânico 2010
VI Semana do Alimento Orgânico2010: Ano Internacional da Biodiversidade Alimento orgânico para resgatar, construir e afirmar.
De 22 à 31 de maio estará ocorrendo a VI Semana do Alimento Orgânico com o objetivo de realizar ampla divulgação dos alimentos orgânicos, os seus benefícios e a importância do seu consumo no dia-a-dia. Este evento acontece em todo o Brasil no sentido de comprometer mais pessoas a consumirem alimentos orgânicos e
contribuírem diretamente para a manutenção e preservação da biodiversidade de alimentos.
As atividades começam no sábado, dia 22 com duas feiras preparatórias, avançam no decorrer da semana e no dia 27, pela manhã, em Canguçu a feira agroecológica estará completando 1 ano de atividade, onde serão distribuídos lembranças, folder's, sementes e haverá música e degustação de alimentos orgânicos.
Pela parte da tarde, no Largo do Mercado Público em Pelotas, estará ocorrendo a Feira do Entardecer.
No dia 29, na Feira Agroecológica da Dom Joaquim, em Pelotas, haverá a "feira do alimento orgânico e da biodiversidade", onde serão distribuídos cartilhas, folder’s, sementes e cartazes.
Haverá degustação de produtos orgânicos, mostra de artesanato quilombola e da pesca, capoeira, música, mostra de sementes e mateada ecológica.
Encerrando as atividades da VI Semana do Alimento Orgânico, no dia 31 de maio, às 14hs, ocorrerá audiência pública na Câmara de Vereadores de Pelotas, para a discussão sobre alimentos orgânicos e biodiversidade. Serão apresentados vídeos, as entidades organizadoras farão exposição de seus trabalhos e após haverá degustação de produtos agroecológicos, produzidos pelos agricultores familiares ecológicos da região.
Integrando a VI Semana do Alimento Orgânico, as feiras irão distribuir sementes de hortaliças orgânicas produzidas pela Bionatur e patrocinadas pelo Banrisul. Os consumidores interessados em cultivar seu próprio alimento podem passar pelas bancas das feiras e visualizar a diversidade de sementes disponíveis para o plantio.
Além dessas atividades, estarão ocorrendo ações paralelas, como palestras em escolas, reuniões locais, circulação de abaixo assinado contra a disponibilidade do milho transgênico no Programa Troca-Troca de sementes e inserção em programas de rádio.
Valorizar e consumir produtos ecológicos é solidariedade: o consumidor e o agricultor ganham.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
UNAIC Cooperativa - Convoca para Assembléias
Edital de Convocação de Assembléia Geral Ordinária
O Presidente da Cooperativa União de Agricultores Familiares de Canguçu e Região – UNAIC Cooperativa, por meio de suas atribuições legais, conferidas pelo estatuto social dessa Cooperativa, convoca a todos os cooperados para a Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 21 de Maio de 2010, tendo como local o Salão da Igreja Episcopal Anglicana de Canguçu, sito a Rua Julio de Castilhos 1307, Centro – Canguçu / RS , sendo a 1ª Convocação as 8:00 horas com (2/3) dos cooperados aptos para votação, em 2ª Convocação as 09:00 hs com a metade mais um dos cooperados aptos para votação, e em 3ª Convocação as 10:00 hs em terceira com a presença de no mínimo dez cooperados.
Sendo a seguinte ordem do dia:
1. Relatório da Gestão no ano de 2009;
2. Balanço do exercício 2009;
3. Demonstrativos das Sobras e Perdas Apuradas no Exercício 2009;
4. Parecer do Conselho Fiscal;
5. Plano de Atividades da Cooperativa para o exercício de 2010;
Considera-se para a formação de quorum da Assembléia o total de 20 Cooperados aptos para votação, na data de publicação deste edital.
Canguçu,10 de Maio de 2010.
André Ferreira dos Santos
Edital de Convocação de Assembléia Geral Extraordinária
O Presidente da Cooperativa União de Agricultores Familiares de Canguçu e Região – UNAIC Cooperativa, por meio de suas atribuições legais, conferidas pelo estatuto social dessa Cooperativa, convoca a todos os cooperados para a Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 21 de Maio de 2010, tendo como local o Salão da Igreja Episcopal Anglicana de Canguçu, sito a Rua Julio de Castilhos 1307, Centro – Canguçu / RS , sendo a 1ª Convocação as 13:00 horas com (2/3) dos cooperados aptos para votação, em 2ª Convocação as 14:00 hs com a metade mais um dos cooperados aptos para votação, e em 3ª Convocação as 15:00 hs em terceira com a presença de no mínimo dez cooperados.
Sendo a seguinte ordem do dia:
1. Composição do Conselho de Administração
Considera-se para a formação de quorum da Assembléia o total de 20 Cooperados aptos para votação, na data de publicação deste edital.
Canguçu,10 de Maio de 2010.
André Ferreira dos Santos
Presidente da UNAIC - Cooperativa
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Transgênico mata uma praga e traz outra

Inseto, que não era alvo da toxina inserida na planta, não só afetou lavouras de algodão como também se espalhou pela fruticultura
A adoção de uma variedade de algodão transgênico por fazendeiros chineses permitiu controlar as lagartas que são a principal ameaça a essa cultura, mas foi vítima de uma reviravolta ecológica: um percevejo outrora inofensivo virou praga.
Presente na China há mais de uma década e aprovado para uso no Brasil só em 2009, o algodão transgênico Bt desfrutou de algumas boas safras.
Agora, porém, a praga emergente afeta a produtividade do vegetal e se espalha também para o cultivo de frutas, afirma um estudo de cientistas da Academia Chinesa de Agronomia.
Em artigo na revista "Science", o grupo mostra que os algodoeiros Bt estão enfrentando problemas pelo motivo inverso ao qual vinham sendo criticados por ambientalistas.
Por muito tempo, transgênicos dessa variedade foram acusados de prejudicar insetos carismáticos, como a borboleta-monarca. Os percevejos mirídeos que viraram praga na China, porém, bem poderiam ter entrado nessa categoria antes.
As plantas Bt são resistentes a algumas pragas porque têm incorporado em seu DNA um gene da bactéria Bacillus thuringiensis, produtora de toxina letal para certos insetos. Percevejos mirídeos, porém, não são afetados pelos transgênicos.
"Antes da adoção do algodão Bt, um inseticida de amplo espectro contra [a lagarta] Helicoverpa armigera reduzia as populações de mirídeos; plantações de algodão atuavam como armadilhas sem saída", escrevem o cientista Yuyuan Go e seus colegas na "Science".
O grupo, porém, não defende que a solução para o problema seja uma volta ao uso de agrotóxicos químicos do tipo mata-tudo, que costumam gerar danos ambientais mais graves. A solução, dizem, é investir no "manejo integrado de pragas" para não ter de abrir mão dos benefícios que o Bt trouxe, como evitar pragas resistentes.
"No tratamento com inseticidas, às vezes é preciso usar três ou quatro tipos diferentes", afirma Olívia Arantes, geneticista da Embrapa Meio Ambiente especialista em Bt. Segundo ela, é improvável que o Bt também fosse se revelar uma solução para uso solitário.
Antes de ser incorporada aos transgênicos, a toxina da bactéria era borrifada diretamente nas plantas. O receio de as pragas evoluírem criando resistência ao Bt, segundo ela, é pequeno, pois existem muitas variedades da proteína que constitui a toxina, permitindo que os produtores se adaptem.
Na China, o algodão Bt teve tanto sucesso no fim da década de 1990 que se disseminou até conquistar 95% das fazendas dessa cultura. No Brasil, as estatísticas são incertas, porque esse transgênico começou a ser plantado de forma "pirata" antes da aprovação. Agora, as empresas Monsanto e Dow já podem comercializar a planta Bt. A Embrapa desenvolve novas variedades, ainda em teste.
Segundo Arantes, para o país se beneficiar dessa tecnologia, é preciso dar atenção ao estudo de interações ecológicas entre pragas, disciplina que lida justamente com efeitos como o ocorrido na China. "Essa é uma área de pesquisa que já está bastante ampla", afirma.
Fonte: RAFAEL GARCIA - DA REPORTAGEM LOCAL
Folha de São Paulo -Folha, 14.05.2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Forum da Agricultura Familiar se posiciona com relação a Transgênicos no Troca-Troca
Fórum de Agricultura Familiar da Região Sul do RS
O Fórum de Agricultura Familiar da região sul do RS desde 1994 se reúne regularmente para debater temas de interesse da agricultura familiar. Constitui-se como espaço de debate e proposição de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável do território rural Sul do RS, formado por diversas entidades e organizações da sociedade civil e dos poderes públicos municipal, estadual e federal representativas da agricultura familiar, comunidades quilombolas, assentamentos de reforma agrária, pesca artesanal e movimentos sociais deste território.
Na reunião ordinária realizada nesta data, este fórum recebeu com perplexidade a noticia de que o Conselho do FEAPER, reunido no dia 13/04
Para o Fórum essa atitude do Governo gaúcho coloca em risco a diversidade de milhos crioulos que ainda existem no nosso estado, em razão de que, dada a proliferação de lavouras transgênicas nas mais diversas regiões do estado será difícil controlar a contaminação das variedades não transgênicas já que o milho possui o sistema de polinização aberta o que possibilita o cruzamento de cultivares e variedades através de eventos simples como, a força dos eventos ou resíduos nos corpos de animais e aves.
Outra preocupação se refere as normas que devem ser respeitadas pelos agricultores para o plantio dessas lavouras, ou seja, como se dará a fiscalização do cumprimento dessa legislação? Quem fará a fiscalização?
O Rio Grande do Sul dá, sem dúvida alguma, um grande passo em direção ao atrelamento dos agricultores familiares as grandes multinacionais produtoras e detentoras das patentes de sementes transgênicas. Caminhamos sem dúvida alguma na direção da total perca dos agricultores do direito de acesso aos recursos genéticos, e da mais significativa tradição da agricultura, a tradição de guardar, reproduzir e propagar suas próprias sementes.
O Fórum de Agricultura Familiar da região sul do RS repudia a decisão do Conselho de Administração do Feaper, que consideramos totalmente equivocada e de total irresponsabilidade uma vez que não considerou os inúmeros riscos que correm os pequenos agricultores ao implantarem lavouras transgênicas.
As características de reprodução do milho, aliado a fácil dispersão do pólen, principalmente através do vento, será o grande causador da contaminação das lavouras de milho crioulo e orgânicas por áreas cultivadas com sementes transgênicas. Além desta contaminação, ela pode se dar pela via biológica, na dispersão de sementes, também pela via física, com a mistura de sementes e grãos convencionais e transgênicos em caminhões, galpões e silos de armazenamento e máquinas, e até no mercado, pois temos visto que não há identificação correta nas lojas e o agricultor pode acabar comprando semente de milho transgênica sem saber.
Há entendimento das organizações do Fórum que não há possibilidade de coexistência entre o milho convencional e o transgênico, notadamente na área de agricultura familiar regional produtora de alimentos, especialmente numa época em que a segurança alimentar é preocupação regional e mundial. É necessário rever e discutir novas regras de isolamento dos campos de milho transgênico, pois com a norma de isolamento e refúgio em vigor com certeza haverá contaminação.
Atenciosamente,
Pelotas, 11 de maio de 2010.
|
Rosangela Alves Secretária Executiva do Fórum de Agricultura Familiar da Região Sul do RS | |||||
| Rita Surita | Lorenço Pereira | Daniel Aquini | Jerri Eliano Quevedo | Cinelande Borges Caminha | Ilton Franz |
| Coordenadores do Fórum de Agricultura Familiar da Região Sul do RS | |||||
segunda-feira, 10 de maio de 2010
UNAIC Cooperativa - Convoca para Assembléias
Edital de Convocação de Assembléia Geral Ordinária
O Presidente da Cooperativa União de Agricultores Familiares de Canguçu e Região – UNAIC Cooperativa, por meio de suas atribuições legais, conferidas pelo estatuto social dessa Cooperativa, convoca a todos os cooperados para a Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 21 de Maio de 2010, tendo como local o Salão da Igreja Episcopal Anglicana de Canguçu, sito a Rua Julio de Castilhos 1307, Centro – Canguçu / RS , sendo a 1ª Convocação as 8:00 horas com (2/3) dos cooperados aptos para votação, em 2ª Convocação as 09:00 hs com a metade mais um dos cooperados aptos para votação, e em 3ª Convocação as 10:00 hs em terceira com a presença de no mínimo dez cooperados.
Sendo a seguinte ordem do dia:
1. Relatório da Gestão no ano de 2009;
2. Balanço do exercício 2009;
3. Demonstrativos das Sobras e Perdas Apuradas no Exercício 2009;
4. Parecer do Conselho Fiscal;
5. Plano de Atividades da Cooperativa para o exercício de 2010;
Considera-se para a formação de quorum da Assembléia o total de 20 Cooperados aptos para votação, na data de publicação deste edital.
Canguçu,10 de Maio de 2010.
André Ferreira dos Santos
Presidente da UNAIC - Cooperativa
O Presidente da Cooperativa União de Agricultores Familiares de Canguçu e Região – UNAIC Cooperativa, por meio de suas atribuições legais, conferidas pelo estatuto social dessa Cooperativa, convoca a todos os cooperados para a Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 21 de Maio de 2010, tendo como local o Salão da Igreja Episcopal Anglicana de Canguçu, sito a Rua Julio de Castilhos 1307, Centro – Canguçu / RS , sendo a 1ª Convocação as 13:00 horas com (2/3) dos cooperados aptos para votação, em 2ª Convocação as 14:00 hs com a metade mais um dos cooperados aptos para votação, e em 3ª Convocação as 15:00 hs em terceira com a presença de no mínimo dez cooperados.
Sendo a seguinte ordem do dia:
1. Composição do Conselho de Administração
Considera-se para a formação de quorum da Assembléia o total de 20 Cooperados aptos para votação, na data de publicação deste edital.
Canguçu,10 de Maio de 2010.
André Ferreira dos Santos
Presidente da UNAIC - Cooperativa
terça-feira, 4 de maio de 2010
EUA tentam driblar testes de transgênicos

O PHD Michael Hansen, cientista sênior da maior organização de consumidores do mundo, afirma ao portal da revista Galileu que EUA e multinacionais do setor não querem testar efeito de transgênicos à saúde.
por Mariana Lucena| REVISTA GALILEU
Parece uma inocente espiga de milho. O que você não sabe é que genes de outras espécies foram inseridos no DNA dela. Não houve avaliação se o procedimento quebrou uma sequência genética importante – ou pior, se criou uma série de genes cancerígena. Por que você não sabe? Porque algumas multinacionais não permitem testes mais longos antes de a espiga chegar ao seu prato. É isso o que conta Michael Hansen, PhD em impactos da biotecnologia na agricultura e cientista sênior da maior organização de consumidores do mundo, a Consumers Union dos Estados Unidos. O estudioso virá ao Brasil em 26 de abril para participar da conferência Segurança dos Alimentos: o que o mundo está discutindo a respeito dos transgênicos e agrotóxicos. Nesta entrevista exclusiva, ele discute o perigo pelo qual estamos passando.
Estamos aderindo aos transgênicos de maneira responsável?
Nos Estados Unidos, a resposta é absolutamente não. Aqui nós não exigimos testes de segurança antes que estes produtos entrem no mercado e sejam exportados. Existem acordos internacionais que aconselham os países a fazer isso, mas nos Estados Unidos estamos ignorando os potenciais problemas à saúde humana.
O Brasil está sendo mais exigente?
O Brasil permitiu que essas safras [de transgênicos] entrassem no mercado e os mesmos problemas se aplicam. Acredito que haja um problema com a soja, inclusive problemas ambientais, e entendo que a maioria dos dados usados no Brasil para aprovar a comercialização de soja transgênica foram obtidos em pesquisas feitas nos EUA. E também foi descoberto que os produtos químicos que são jogados na plantação de soja para matar ervas daninhas, com o tempo vão fazendo com que essas ervas daninhas se tornem resistentes. Isso já é um problema aqui nos Estados Unidos e logo será no Brasil.
Mutações acontecem o tempo todo na natureza. Não dá na mesma comer um alimento geneticamente modificado ou um que sofreu mutação genética natural?
O que é diferente na engenharia genética é a maneira como o gene é inserido ali. Não existe nenhum controle sobre o lugar em que o gene é inserido dentro do genoma e isso pode ser incrivelmente destrutivo. Com a mutação natural, há uma razão para os genes estarem localizados em cromossomos específicos.
Que problemas os transgênicos podem causar à saúde humana?
Muitas das plantações usam o herbicida glyphosate, produto que pode causar alguns tipos de câncer. Também existem preocupações a respeito das safras Bt [tratadas com um inseticida composto por uma bactéria geneticamente modificada]. Acreditamos que a bactéria usada no algodão Bt é a causa de alergias e reações imunológicas adversas.
Em que evidências você se baseia para chegar a essa conclusão?
Um trabalho desenvolvido pelo oncologista Lennart Hardell, da Suécia, demonstrou que pessoas expostas por muito tempo ao herbicida glyphosate têm mais chances de desenvolver tumores. Outros estudos, em que ratos foram alimentados com transgênicos, mostraram que aconteceu ali uma resposta negativa do sistema imunológico.
Há casos reais em que populações foram afetadas?
Em plantações de algodão Bt, na Índia, muitos dos trabalhadores — tanto da plantação quanto das fábricas em que esse algodão era processado — tiveram sintomas alérgicos, como rachaduras no corpo, olhos avermelhados e lacrimejantes, narizes entupidos. Quando os médicos observaram essa vila, descobriram que mais de ¾ das pessoas com esses sintomas eram trabalhadores do campo. Se afastados das plantações, eles melhoravam, mas, se continuavam trabalhando, os sintomas pioravam.
Algumas pesquisas feitas com trabalhadores rurais nos Estados Unidos também demonstraram que eles geravam anticorpos contra os agrotóxicos Bt [o que significa que seus corpos reconheciam a substância como agressiva ao organismo]. O cientista que descobriu isso, há dez anos, disse “ok, agora eu tenho o reagente que podemos testar para saber se essas safras gerariam reações alérgicas”. E esse cientista, até hoje, não foi capaz de arranjar nenhum patrocínio.
Você acredita que cientistas não conseguem pesquisar transgênicos por causa de lobby de empresas como a Monsanto?
Isso é absolutamente verdadeiro. Há um ano, 26 cientistas americanos que trabalham com insetos escreveram para o EPA (Agência de Proteção Ambiental Americana) e disseram: “não conseguimos fazer nosso trabalho, não podemos analisar essas safras porque não somos permitidos”. Todos eles trabalhavam em universidades. Se algum deles quisesse comparar o milho Bt da Monsanto com outros competidores, ou investigar possíveis efeitos colaterais, ele teria que pedir permissão à empresa. E os contratos que os funcionários assinam antes de trabalhar nessas empresas dizem que eles são proibidos de oferecer amostras das sementes para pesquisadores.
Mas não é do interesse dessas companhias que seus produtos não deixem as pessoas doentes e não lhes rendam processos?
Veja, quantos produtos precisaram estar anos no mercado para que as pessoas soubessem que eles não eram seguros? Pense nos pesticidas, existem exemplos atrás de exemplos de pesticidas que eram maléficos à saúde e demoraram anos a sair do mercado. Em longo prazo isso não é inteligente. Quando você tem mais poder [de barrar] é antes do produto entrar no mercado. Quando ele está sendo comercializado e dando lucro, é muito mais difícil retirá-lo. E digamos que a EPA processe a empresa em US$ 10 milhões. Na verdade, em um ano de vendas deste produto eles ganham US$ 20 ou US$ 30 milhões. Além disso, quando se retira um produto do mercado porque ele não era bom, você abre as portas para processos.
Mesmo que o Brasil imponha critérios mais rígidos, como nós poderíamos estar protegidos contra alimentos importados, que obedeceriam a critérios diferentes?
Hoje nós apoiamos uma iniciativa que se chama The Brazilian Compromisse (Compromisso Brasileiro). Ele tem esse nome porque foi uma sugestão brasileira. Determina que os países podem usar critérios diferentes para rotular seus alimentos transgênicos e que esse rótulo é um meio primordial de comunicação entre o vendedor, de um lado, e o comprador de outro. Se esse documento for aprovado, nenhum país no mundo precisará se preocupar com um protesto comercial dos Estados Unidos, caso eles decidam barrar seus alimentos transgênicos. Eles não poderão alegar que são barreiras comerciais, porque será um direito dos países impor essas barreiras técnicas de qualidade. E é por isso que os Estados Unidos estão lutando para que este documento não seja aprovado.
Um argumento muito comum é o de que as sementes geneticamente modificadas podem viajar pelo ar e se misturar com as plantações comuns. Isso é verdade?
Sim, pode acontecer. Existe aí até mesmo um impacto negativo economicamente falando. No Brasil, por exemplo, a soja transgênica pode contaminar plantações não transgênicas. E existe um mercado para soja não alterada geneticamente – fazendeiros podem inclusive optar por vendê-la mais caro. Se essa soja estiver contaminada, eles não podem mais fazer isso.
Os trangênicos deveriam ser proibidos?
Não. Nossa posição é que isso deveria depender das decisões de cada país. Nós estamos preocupados com a tecnologia, e ela precisa ser testada melhor antes de entrar no mercado. Se eles forem testados e aprovados, poderiam ser permitidos.
Digamos que os testes levem anos. A humanidade, crescendo como está, conseguiria se alimentar sem os transgênicos durante esse período?
Não existe nenhuma evidência de que comida geneticamente modificada seja mais barata. Na verdade, dados dos EUA mostram que essas sementes custam muito caro. Eu também argumento: o culpado pelo problema da fome hoje não é a falta de alimentos, mas a distribuição desigual deles.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
UNAIC recebe preplexa a noticia da Inclusão dos Transgênicos no Troca- Troca Gaúcho
Para os agricultores ligados a UNAIC, essa atitude do Governo gaúcho, coloca em risco a diversidade de milhos crioulos que ainda existem no nosso estado, em razão de que , dada as proliferação de lavouras transgênicas nas mais diversas regiões do estado será dificil controlar a contaminação das variedades nao transgenicas já que o milho possui o sistema de polinização aberta o que possibilita o cruzamento de cultivares e variedades através de eventos simples como, a força dos eventos ou resídous nos corpos de animais e aves.
Outra preocupação da UNAIC, se refere as normas que devem ser respeitadas pelos agricultores para o plantio dessas lavouras, ou seja, como se dará a fiscalização do cumprimento dessa legislação? Quem fará a fiscalização?
O RS dá,sem dúvida alguma, um grande passo em direção ao atrelamento dos agricultores familiares as grandes multinaicionais produtoras e detentoras das patentes de sementes transgênicas.
Caminhamos sem dúvida alguma na direção da total perca dos agricultores do direito de acesso aos recursos genéticos, e da mais significativa tradição da agricultura, a tradição de guardar , reproduzir e propagar suas próprias sementes.
A UNAIC repúdia a decisão do Conselho de Administração do Feaper, que consideramos totalmente equivocada e de total irresponssabilidade uma vez que não considerou os inumeros riscos que correm os pequenos agricultores ao implantarem lavouras transgênicas.
Participaram da reunião que definiu pela inclusão das Sementes Transgênicas no Troca troca os representantes da Cesa, Emater, Ocergs, Fetag, Banrisul, Caixa/RS, Famurs, Fetraf-Sul e Seappa.
Continuaremos na luta contra os transgenicos!!!!