sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Confirmada 5ª Feira de Sementes Crioulas


A Coordenação da 5ª Feira Estadual das Sementes Crioulas e Tecnologias Populares, confirma que o evento que ocorre amanhã 01/10 Sábado e Domingo 02/10. Está Confirmada!!!!

A SME também confirma a realização do IX FESTICAL sem alterações!!!


Esperamos Vocês!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PROGRAMAÇÃO 5ª FEIRA DE ESTADUAL DE SEMENTES CRIOULAS E TECNOLOGIAS POPULARES E IX FESTICAL


Sábado - 01/10:

08 hs – Feira de Sementes – Chegada Expositores

08 hs – IX FESTICAL -Palco do Ginásio - Escolha Casal Fritz e Frida – Chamada para o Artesanato.

08:15 hs – IX FESTICAL -Palco Central – Poesia Masculina

08:30 hs- IX FESTICAL – Palco Ginásio - Canto Individual Feminino

09:00 hs – Feira de Sementes – Palco Central- Mística de Abertura - Escola Estadual Oziel Alves

09:30hs – Feira de Sementes – Palco Central – Abertura Oficial

09:30 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Canto Individual Masculino

10:20 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Canto Coletivo

10:30 hs – Feira de Sementes – Abertura das Bancas de Exposição

11:30 hs – IX FESTICAL – Palco Central – Causo Feminino

12 hs – IX FESTICAL - Palco Ginásio - Instrumental – Sopro

12hs – Feira de Sementes- Almço – Praça de Alimentação

12:30hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Instrumental – Cordas

12:50hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Instrumental – Teclas

13 :00 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Solenidade de Abertura

Apresentação E. M.E.F. Carlos Soares da Silva

14:00 hs - Feira de Sementes – Lona de Oficinas - Reunião do Fórum da Agricultura Familiar da Região Sul do RS.

14 hs – IX FESTICAL – Palco Central – Causo Masculino

14:30 hs – IX FESTICAL – Palco Ginásio – Bandinhas

14:50 hs - IX FESTICAL – Palco Ginásio – Grupos de Dança

15:00 hs – IX FESTICAL – Palco Central – Danças de Salão

16:00 hs – Feira de Sementes – Lona de Oficinas – Reunião da Comissão Pro Orgânicos do Rio Grande do Sul – CPORG/RS

19:30 hs – IX FESTICAL – Palco Central - Participação Especial dos Pais

20:30 hs - IX FESTICAL – Palco Central – Entrega das Premiações e Encerramento do IX FESTICAL.

Domingo – 02/10 :

08:00 hs – Palco Central -Abertura das Exposições

09:30 hs – Entrega da Doação de Sementes de Milho Crioulo à Comunidades Quilombolas e Indígenas.

12:00 hs - Almoço – Praça de Alimentação

13:00 hs – Apresentações Culturais;

Invernadas,

Artistas da Terra: gaiteiros e violeiros

Shows de Palhaços,

Circo de Bonecos,

Shows de Mágica

Show dos Alunos do CERENEPE/Pelotas

17:30 hs – Palco Central - Celebração de Encerramento

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Relação de Experiências Inscritas, e confirmadas para a 5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas

Grupo das Mães da 1º Dama

Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Assentamento Arroio das Pedras, Canguçu.

Arno Heling Peters

Agroindústria Figueira do Prado

Artecan- Associação de Artesão de Canguçu

Malharia CS

PRESIDIO ESTADUAL DE CANGUÇU.

ALAN OTTO REDU

Cooperativa Agroecologica Nacional Terra e Vida Ltda

Associação Bem da Terra: Comércio Justo e Solidário

Fórum Micro Regional de Economia Popular e Solidária

AGROINDÚSTRIA FLAPS, agroindústria de produtos vegetais

UNISOL Brasil

Escola de Primeiro Grau completo Escola Oziel Alves Pereira

GRUPO DO SEBRAE

Grupo EMANUEL

Grupo Sabor e Arte

COOPRESSUL

Elisabeth Peglow

Adão René Soares

Construção participativa de sistemas agroflorestais sucessionais no Território Sul do Rio Grande do Sul

Coletivo Tranca Rua,

Programa Alimentar e Cooperativa Sul Leite

Maria Lizeti Munslaff

Neli Elisete Munchow

Vani Elisete Munchow

Gilson Borges Aguiar

Assentamento Conquista da Luta/ Rubira

Rede orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia – UFRGS

BioNatur – Sementes Agroecológicas

Artesanato Quilombola

Cooperativa Sul Ecológica de Agricultores Familiares Ltda.

Assentamento União

Agroindustria Vida na Terra

Associação povos indígenas (API)

Antunes dias de Souza

CAFSUL

Maria Solange Tuchtenhagen

José Alvaro Duarte Vilela

Sirlene dos Reis de Oliveira

Leda Acosta Foster

Zeni Quintana Lemos

Sirlene da Silveira Lopes

Ivone Oliveira

Emater Cerrito

Elizabéth Peglow

Mara Regina Sodré

Marizete Martins Borges

Nara Luciane Schell

Edith Ebeling

José Carlos Hosele

Luiz Ernesto Medeiros de Matos

Grupo Vila Freire

Swelmira Vellar de Lima

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Roteiro de Ônibus para a 5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas

Roteiro de Ônibus de Sábado 01/10:

01. Ônibus saindo da Escola Oziel Alves no Assentamento Renascer, as 06:30hs passando pelo assentamento direto a feira.

01. Ônibus saindo as 07hs da Associação do Remanso, passando pelo Assentamento Herdeiros da Luta , Alto Alegre e Lacerda.

01. Ônibus saindo as 07 hs da Trapeira , passando pelo Passo do Lourenço, indo até o Dogali no Passo do Rosa , retornando pela Estrada do Ibra.

01. Ônibus saindo do Assentamento São Pedro (mesmo Ônibus da Linha)

01. Ônibus saindo do Assentamento Mãe Terra, Sem Fronteiras , Novo Amanhecer, Bom Jesus (mesmo Ônibus da Linha)

01. Ônibus de Pelotas Saindo do CAPA,as 07 hs, passando pelo Monte Bonito, Quilombo Algodão , Salão Grafitte, Triunfo, Favila e Canguçu Velho.

01. Ônibus saindo as 07hs do município de Herval, do Assentamento, passando pela Santa Izabel.

01. Ônibus de Pelotas saindo as 07 hs da Casa dos Estudantes da UFPEL, passando pela UCPEL, BR 392.

01 . Ônibus de Piratini, saindo da Fortaleza as 07 horas, Rubira, Ferraria, Assentamento 08 de Maio, Passo da Canoa.

01. Ônibus do STR de Amaral Ferrador saindo as 07 horas.

Roteiro de Ônibus de Domingo 02/10:

01. Ônibus saindo às 07 horas da Escola Oziel Alves, Assentamento Renascer, passando pela Escola Francisco Meireles, Santo Antonio, Cerro do Quilombo e Boa Vista.

01. Ônibus do Assentamento 12 de Julho na Cordilheira às 07 horas, passando pela Estância da Figueira e Iguatemi.

01. Ônibus Assentamento União (mesmo Ônibus da Linha),

01. Assentamento São Pedro (mesmo Ônibus da Linha)

01. Assentamento Mãe Terra, Sem Fronteiras, Novo Amanhecer, Bom Jesus (mesmo Ônibus da Linha)

01. Ônibus saindo às 07 horas do Assentamento Segredo Farroupilha em Encruzilhada do Sul passando na Associação do Marmeleiro via BR 471.

01. Ônibus de Cerrito saindo às 07 horas da Escola Jaime de Farias na Vila Freire, passando no Catimbau e Santo Andre.

01. Ônibus de Pelotas saindo as 07 hs da Casa dos Estudantes da UFPEL, passando pela UCPEL, BR 392.

01. Ônibus saindo às 07 horas do Potreiro Grande

01 Ônibus saindo as 07horas de São Lourenço do Sul, da Sede do SINTRAF na Praça Central, via Boa Vista – RS -265

01. UFRGS – Porto Alegre

01. Ônibus às 07 horas da manha de Piratini saindo da Fortaleza, Piratini, Rubira, Ferraria, 08 de maio, Passo da Canoa.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Liberação do Feijão Transgênico, nova farsa.


Mesmo depois de aprovada a liberação do feijão transgênico, seus proponentes seguem inflando seus supostos benefícios. A mistificação criada em torno do tema parece ter ganhado asas.
 
A nova semente vai "democratizar o consumo do alimento em todas as classes da população", diz o autor do projeto. Considerando o atual padrão alimentar do brasileiro, será que basta alterar um gene da planta e pronto?
 
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do IBGE, indicou queda no consumo de arroz e feijão entre os brasileiros no período de 2002/2003 a 2008/2009. A coleta de dados ocorreu nas áreas urbana e rural em todo o território nacional. No período considerado, o consumo per capita anual da leguminosa caiu de 12,4 para 9,1 kg. Já o consumo de refrigerantes de cola aumentou 39,3%. Os alimentos essencialmente calóricos (óleos e gorduras vegetais, gordura animal, açúcar de mesa e refrigerantes e bebidas alcoólicas) perfazem 28% do consumo no domicílio. O aumento da renda da população em parte explica o menor consumo de bens inferiores como o feijão. Assim, o que se entende por democratizar o acesso ao feijão?
 
Ainda de acordo com o IBGE, em outra pesquisa, metade da população adulta e um quinto dos adolescentes brasileiros estão acima do peso. É uma epidemia de obesidade. Hoje cada vez mais come-se fora de casa e comida industrializada. A questão é complexa. Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, algumas indústrias agroalimentícias colocam a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses. Existe "uma história vergonhosa e bem documentada de certos atores na indústria que ignoram a ciência e, inclusive, sua própria pesquisa", disse (Portal Terra, 19/09/2011).
 
Voltando ao feijão, os dados da Conab/Ministério da Agricultura, para o mesmo período 2002-2009, apontam que a área cultivada com feijão passou de 4,38 para 4,17 milhões de hectares. No mesmo período a produtividade média nacional cresceu de 732 para 842 kg/ha e a produção foi de 3,2 para 3,49 milhões de toneladas (previsão de 3,78 para 2011). O consumo do grão está caindo não por falta de produção.
 
E como disseram em artigo cinco ex-integrantes da CTNBio "A Embrapa, através de parte de seus pesquisadores, ao impedir o acesso da comunidade científica ou da população às informações moleculares está contribuindo para o obscurantismo da ciência, ao não querer mostrar o que de fato está ocorrendo no feijão transgênico. Esconder da sociedade o que estará dentro de um prato de comida não foi uma prerrogativa dada pela sociedade a uma empresa mantida com recursos oriundos desta própria sociedade." A se tirar pelo discurso midiático dos defensores do novo feijão, parece que se desconhece ou se esconde não só o que está dentro, mas também o que por trás de um prato de comida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Programação I X FESTCAL


A nona edição do Festival Estudantil da Cultura Alemã – FESTCAL, acontecerá no dia 01 de outubro, no Centro Esportivo Conrado Ernani Bento (Ginásio Municipal de Esportes), o evento será integrado à 5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas – UNAIC. Este ano o Festival conta com mais de 600 alunos inscritos.

O IX FESTCAL, terá a seguinte programação:

Palco 1 (Ginásio)

8h – Escolha do Casal Fritz e Frida

- Chamada para o Artesanato

8h 30min – Canto Individual Feminino

9h 30min – Canto Individual Masculino

10h 20min – Canto Coletivo

12h – Instrumental – Sopro

12h 30min – Instrumental – Cordas

12h 50min – Instrumental – Teclas

13hrs – Solenidade de Abertura

- Apresentação da E.M.E.F. Carlos Soares da Silveira

14h 30min – Bandinhas

14h 50min – Grupos de Danças

19h 30min – Participação Especial dos Pais

20h 30min – Entrega das Premiações e Encerramento do IX FESTCAL

Palco 2 (Feira de Sementes)

8h 15min – Poesia Masculina

10h 30min – Poesia Feminina

11h 30min – Causo Feminino

14h – Causo Masculino

15h – Danças de Salão


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Reunião da Comissão Organizadora

A Comissão Organizadora da 5° Feira Estadual de Sementes Crioulas se reúne na Próxima Sexta-feira 23/09 as 14 horas no Ginásio Municipal de Esportes em Canguçu!

Inscrições de Expositores encerram dia 25/09

Expositores interessados em participar da 5° Feira Estadual de Sementes Crioulas, tem até domingo 25/09, para preencherem a ficha de inscrição disponível no em www.unaic.blogspot.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Informações sobre Alojamentos 5ª Feira de Sementes Crioulas

A Comissão Organizadora da 5ª Feira Estadual de Sementes Crioulas, comunica aos participantes do evento que necessitarem de alojamento que estarão disponíveis alojamento coletivos, em escolas e salões comunitários.

Interessados deverão solicitar o alojamento pelo e-mail: unaicfeira@gmail.com , informando o número de pessoas que necessitarão de alojamento, e o nome da pessoa responsável.

Lembramos que será necessario que os participantes tragam colchões, colchonetes, e roupa de cama.
Lembramos ainda que o evento não disponibiliza alimentação sendo essa despesa de responsabilidade de cada participante.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Agrotóxico: o veneno produtor de doenças no Brasil

Roberta Traspadini

 

A campanha contra o agrotóxico e pela vida protagonizada pela Via Campesina e demais movimentos sociais articulados da cidade traz, para a sociedade brasileira, dois debates históricos centrais:

1) a produção e o consumo de venenos no Brasil;

2) o modelo de desenvolvimento econômico-social-político (inter)nacional e seu caráter estrutural de disseminação de doenças para a sociedade em geral, mas especialmente para a classe trabalhadora.

1.
Sobre a produção de alimentos:

Dados do IBGE relatam que a agricultura familiar e camponesa no Brasil soma quase 85% das propriedades agrícolas do país, ocupando, contraditoriamente, apenas 24% do espaço.

Em suas terras trabalham aproximadamente 12,5 milhões de pessoas o que corresponde a 74,5% do total dos trabalhadores do campo. Destas propriedades saem quase 70% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras diariamente.

Mas, de forma cada vez mais intensa, a produção familiar-camponesa está subordinada e condicionada à lógica imperante do modelo agrário imperialista no território. Por um lado, esta produção se divide entre a matriz da agroindústria e a subordinação à matriz tecnológica da revolução verde, consumidora de insumos industriais.

Por outro lado, o agronegócio – aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital financeiro e as empresas transnacionais - dita as regras no campo brasileiro, cujo objetivo é a produção de commodities para a exportação.

Com a venda de 1 bilhão de litros de veneno na última safra, as empresas estrangeiras se apropriam de cerca de 80% do lucro gerado pela produção de veneno, com destaque para a concentração do poder econômico da Syngenta, Bayer, Basf, Dupont, Monsanto, Shell Química.

1.
O modelo de desenvolvimento dependente

A característica marcante do capital imperialista no século XXI é sua capacidade de metamorfosear-se para ganhar, de forma extraordinária, em cada uma das áreas em que atua e com isto tentar, de maneira permanente, conter as crises que são inerentes ao seu modo de operar. Capital comercial, capital bancário, capital industrial, são algumas dessas faces do mesmo capital.

Além de vender veneno para o campo para a produção de alimentos para o povo brasileiro, o capital produtivo do veneno associa-se, como capital bancário, às regras legais do Estado que, em sua forma de financiar a agricultura familiar-camponesa, atrela o crédito a uma série de condicionantes centradas na compra destes bens.

O dinheiro emprestado na forma de crédito torna-se irmão siamês do capital por dois motivos: 1) o agronegócio não consegue produzir sem a injeção de R$ 107 bilhões por ano, para tirar R$ 150 bilhões da venda de mercadorias. 2) o principal objeto desta aliança de capitais é o de transformar tudo em mercadoria para obtenção de lucro, na forma de insumos industriais produzidos pelas empresas transnacionais, como o exemplo do veneno.

Isto não é diferente do que acontece com o capital industrial, que transforma praticamente todos os elementos da vida em valores de troca. Assim, saúde, terra, educação, trabalho, vão ganhando um destaque na compra e venda do comércio ditado pelo grande capital. E a propaganda de "naturalização" do modelo ganha corpo e evidência, ainda em meio às mais perversas situações vividas no cotidiano pelo povo brasileiro.

O aumento progressivo de doenças como o câncer em todas as faixas etárias, traz à luz um debate central manifesto na campanha contra o agrotóxico e pela vida que devem ser consideradas, tanto no debate quanto na (re)ação necessária à luta contra a vida envenenada.

1.
O câncer como uma doença "naturalizada"

Segundo A União Internacional Contra o Câncer, mais de 160 mil crianças no mundo são diagnosticadas com a doença a cada ano. 80% destas crianças vivem em países em desenvolvimento. Enquanto 3 entre 4 crianças têm chances de sobreviver após 5 anos de tratamento, estima-se que nos países em desenvolvimento, mais da metade das crianças têm probabilidade de morrer. Somente nos EUA a incidência anual é de 7 mil novos casos por ano.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INC), define esta doença como uma das primeiras causas de morte entre crianças e jovens de 0 a 19 anos, só perdendo para violências e crimes.

A estimativa do INC do total de pessoas com câncer no País foi de 490 mil casos. 237 mil homens, 253 mil mulheres afetados com a doença.

Deste grupo, existem de 12 a 13 mil crianças acometidas com câncer, fora os que têm a doença, mas não são diagnosticados e morrem.

Outro destaque importante do estudo é a diferença entre as regiões, a partir do grupo de idade e sua média em relação à nacional.

Observemos didaticamente:

Grupos de Idade

Media brasileira de óbitos (para cada 1 milhão)

Regiões acima da média brasileira na mortalidade

0 a 1 ano

39 mortes

CO (+55); NE (+40)

1 a 4 anos

45 mortes

S(+50);CO(+48); SE(+46)

5 a 9 anos

36 mortes

CO(+45);S(+40); SE(+39)

10 a 14 anos

33 mortes

CO e S(+39); SE(+37)

15 a 18 anos

45 mortes

S(+53);CO(+47); SE(+46)

 

1.
Josué de Castro e sua atualidade:

Em 1946, Josué de Castro, um médico comprometido com a vida e contrário ao veneno já defendia que a fome enquanto fenômeno social e histórico era um tabu rentável no Brasil e no mundo. Quase um século depois, vemos a complexidade do problema, pois, não só não dormem os que comem bem, com medo dos que não comem.

Parte expressiva dos que comem – mal -, não dorme porque suas enfermidades físicas, fruto do histórico processo de desenvolvimento econômico envenenado no campo e na cidade, trazem dores e consequências múltiplas para eles e para os que cuidam deles.

Enquanto isto, o Estado entrega ao capital a responsabilidade de cuidar da saúde de seu povo. É isto o que representa os 3,91% do orçamento destinado à saúde em 2010. Uma associação – via parceria público-privada - entre o Estado e o grande capital para tentar curar de forma mercantil, aquilo que ele foi sócio na produção (uso de veneno).

A campanha contra os agrotóxicos é um processo permanente de vinculação entre o campo e a cidade. Seu ponto de partida é o de relatar como se produz alimento que comemos enquanto trabalhadores brasileiros. Mas vai além e ganha, no processo pela vida e contra o veneno, a dimensão real de superação do que temos, a partir da construção do projeto popular para o Brasil que queremos.