quinta-feira, 29 de abril de 2010

Alimentação Escolar: Prefeituras e produtores da região encaminham negociações


Alimentação escolar de qualidade e mais oportunidades para a agricultura familiar. A determinação legal do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que exige 30% da composição alimentar das refeições escolares seja oriunda da Agricultura Familiar deverá começar a ser atendida nos próximos meses. Representantes das prefeituras de Pelotas e Rio Grande estiveram reunidos nesta terça-feira (27), na sede do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) para ajustarem as negociações.

Apresentação de demandas, quantias, tipos de produtos e períodos de produção foram detalhados e discutidos entre os profissionais da nutrição escolar e 14 produtores de cooperativas e associações integrantes da rede de comercialização Vida a Granel.

- Foi um encontro extremamente positivo, onde ficou claro que há o interesse e a necessidade do poder público em se adequar à legislação e que os agricultores têm a produção para oferecer. O que falta para esse trâmite comercial são apenas os ajustes de períodos, sazonalidades dos produtos de safra e a definição de um calendário de produção por produto que começaremos a construir - disse, bastante otimista o engenheiro agrônomo do Capa, Ernesto Martinez.

Para a chefe do Serviço de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação de Pelotas (SME), Fabrine Mendonça, são apenas alguns pequenos detalhes para o acerto destas negociações.

- Nós precisamos saber pelo menos a época e o produto que será garantido por prazo mínimo de quatro meses, tendo em vista a nossa demanda. Também podemos nos adequar ao que o produtor da região tem para oferecer: trabalhamos com um cardápio, mas ele pode ser modificado - disse Fabrine, comentando que no começo do ano chegou a ser aberta uma chamada pública, mas, na ocasião, não apareceu fornecedor.

- Estamos aqui hoje para encaminhar parcerias e acertos com as cooperativas já estruturadas, através deste apoio que o Capa está nos dando e buscarmos alternativas para atender essa prerrogativa. É uma troca, porque também estamos nos adequando - destacou, valorizando o encontro, a coordenadora da Divisão de Alimentação Escolar da prefeitura de Rio Grande, Marilda Silva.

Em Rio Grande, a alimentação escolar também já conta com o peixe no cardápio, mas ainda não é cooperado.

A aproximação deste novo campo de destino da produção acena com a ampliação dos rendimentos e com mais segurança para o produtor rural cooperado.

- Esta negociação é boa porque trabalhamos com mais certeza. É preço e mercado garantido, com demanda e entrega programada - comentou o produtor da cooperativa Sul Ecológica, Ivo Scheunemann, que já atende as prefeituras de São Lourenço e Capão do Leão.

Demanda
Em Pelotas, a SME atende 108 estabelecimentos de ensino dentre 90 escolas de Educação Infantil (com cinco refeições diárias) e Ensino Fundamental, além de 18 Entidades Assistenciais, total de aproximadamente 26 mil alunos. Já Rio Grande tem uma demanda de 74 escolas o que totaliza cerca de 20 mil alunos.

Legislação
Conforme a Resolução 38 do FNDE de 16 de junho de 2009, do total dos recursos financeiros repassados pela Fundação, no mínimo, 30% deve ser empregado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural ou suas organizações, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas.

Informações: Pelotas Mais
Alimentação escolar de qualidade e mais oportunidades para a agricultura familiar. A determinação legal do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que exige 30% da composição alimentar das refeições escolares seja oriunda da Agricultura Familiar deverá começar a ser atendida nos próximos meses. Representantes das prefeituras de Pelotas e Rio Grande estiveram reunidos nesta terça-feira (27), na sede do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) para ajustarem as negociações.

Apresentação de demandas, quantias, tipos de produtos e períodos de produção foram detalhados e discutidos entre os profissionais da nutrição escolar e 14 produtores de cooperativas e associações integrantes da rede de comercialização Vida a Granel.

- Foi um encontro extremamente positivo, onde ficou claro que há o interesse e a necessidade do poder público em se adequar à legislação e que os agricultores têm a produção para oferecer. O que falta para esse trâmite comercial são apenas os ajustes de períodos, sazonalidades dos produtos de safra e a definição de um calendário de produção por produto que começaremos a construir - disse, bastante otimista o engenheiro agrônomo do Capa, Ernesto Martinez.

Para a chefe do Serviço de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação de Pelotas (SME), Fabrine Mendonça, são apenas alguns pequenos detalhes para o acerto destas negociações.

- Nós precisamos saber pelo menos a época e o produto que será garantido por prazo mínimo de quatro meses, tendo em vista a nossa demanda. Também podemos nos adequar ao que o produtor da região tem para oferecer: trabalhamos com um cardápio, mas ele pode ser modificado - disse Fabrine, comentando que no começo do ano chegou a ser aberta uma chamada pública, mas, na ocasião, não apareceu fornecedor.

- Estamos aqui hoje para encaminhar parcerias e acertos com as cooperativas já estruturadas, através deste apoio que o Capa está nos dando e buscarmos alternativas para atender essa prerrogativa. É uma troca, porque também estamos nos adequando - destacou, valorizando o encontro, a coordenadora da Divisão de Alimentação Escolar da prefeitura de Rio Grande, Marilda Silva.

Em Rio Grande, a alimentação escolar também já conta com o peixe no cardápio, mas ainda não é cooperado.

A aproximação deste novo campo de destino da produção acena com a ampliação dos rendimentos e com mais segurança para o produtor rural cooperado.

- Esta negociação é boa porque trabalhamos com mais certeza. É preço e mercado garantido, com demanda e entrega programada - comentou o produtor da cooperativa Sul Ecológica, Ivo Scheunemann, que já atende as prefeituras de São Lourenço e Capão do Leão.

Demanda
Em Pelotas, a SME atende 108 estabelecimentos de ensino dentre 90 escolas de Educação Infantil (com cinco refeições diárias) e Ensino Fundamental, além de 18 Entidades Assistenciais, total de aproximadamente 26 mil alunos. Já Rio Grande tem uma demanda de 74 escolas o que totaliza cerca de 20 mil alunos.

Legislação
Conforme a Resolução 38 do FNDE de 16 de junho de 2009, do total dos recursos financeiros repassados pela Fundação, no mínimo, 30% deve ser empregado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural ou suas organizações, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas.

Informações: Pelotas Mais

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